15 de ago. de 2013

Justiça - Missão Espirita Hoje

O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores.
Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente, sentimos compaixão.
Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica, valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha semanas a fio, longe do lar.
Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na palavra, na conduta.
Dinâmica e corajosa, enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades financeiras imensuráveis.
Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a própria família.
Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia.
E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos, intensificaram-se as dores.
Morreram-lhe em curto espaço de anos o esposo e três filhos, em circunstâncias trágicas.
Enfraqueceram-lhe ainda mais as forças e o coração ferido se deixou desfalecer.
Acresceram-lhe as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.
Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos-lhe os esforços para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação.
Lembrando-lhe os anos de atividade e labuta, perguntamo-nos o porquê de tanto sofrimento.
As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer, enfermar, morrer.
Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente.
Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da mulher mãe, esposa, avó.
Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do evangelho de Jesus: A cada um segundo as suas obras.
É como se pudéssemos, no recesso do Espírito, escutar a voz do Sublime Cantor Galileu, em plena natureza.
Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a Divindade. Podemos agora entender a sua serenidade na dor.
Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o resgate de faltas cometidas em dias passados, de vidas anteriores.
Por isso ela sorri. E ora. E espera. Aguarda os dias do reencontro com os seus amores, afirmando convicta: Quando Deus quiser, hei de partir. E estou me esforçando para seguir viagem vitoriosa.
* * *
Ninguém sofre de forma injusta.
Se assim não fosse, não poderíamos conceber que Deus, nosso Pai, fosse infinitamente justo e bom, pois puniria a bel prazer uns e outros, concedendo felicidade a outros tantos.
Dessa forma, cabe-nos cultivar a resignação ante os problemas que nos atingem e não podem ter seu curso alterado, por nossa vontade.
Contudo, é sempre bom lembrar que cada um de nós, sobre a Terra, pode se tornar instrumento da Divindade, para aliviar a carga do seu irmão, socorrendo. Eis porque a fraternidade é dever.
Redação do Momento Espírita

17 de jul. de 2013

Qualidade da Oração - Prece Espirita - Como Devemos Orar - Missão Espirita Hoje

1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que fingem orar conservando-se em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, quando quiserdes orar, entrai no vosso quarto e, fechando a porta, orai a vosso Pai em segredo; e o vosso Pai, que vê tudo o que se passa em segredo, vos dará a recompensa.
Não afeteis orar muito em vossas preces, como fazem os pagãos, julgando que pela quantidade de palavras serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que necessitais antes de lho pedirdes. (Mateus, cap. VI, 5 a 8.)

2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes alguma queixa contra alguém, perdoai-lha a fim de que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe também os pecados. Se não lhe perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não perdoará os vossos pecados. (Marcos, cap. XI, 25 e 26.)

3. Propôs também esta parábola aos que confiavam em si, como se fossem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. O fariseu, de pé, orava intimamente desta forma: Meu Deus, graças vos dou por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que possuo. O publicano, pelo contrário, conservando-se afastado, nem mesmo ousava levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tende piedade de mim, que sou pecador. Eu vos declaro que este voltou para sua casa, justificado, e o outro não; porque aquele que se exalta será humilhado e aquele que se humilha será exaltado. (Lucas, cap. XVIII, 9 a 14.)

4. As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus. Quando quiserdes orar, disse ele, evitai que vos vejam; orai secretamente; evitai orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos, mas pela sinceridade da prece. Se, antes de orar, tiverdes algum ressentimento contra alguém, perdoai-lhe, porque a prece deixa de ser agradável a Deus, quando não parte de um coração puro de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu; examinai as vossas faltas e não as vossas qualidades, e, quando vos comparardes aos outros, procurai o que de mau existe em vós.

A PRECE CONFORME O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO DE ALLAN KARDEC

24 de jun. de 2013

Contágio do bem - Missão Espirita Hoje

A jovem era muito linda. Entrou no avião e começou a buscar com os olhos um lugar especial.
Poucos passageiros haviam adentrado e havia muitos lugares vagos. Ela parecia não estar satisfeita com a poltrona que lhe fora previamente marcada.
Finalmente, olhou para um senhor de cerca de quarenta anos, aproximou-se e se sentou na poltrona ao seu lado.
Ela trazia a amargura estampada na face e a solidão de sua alma parecia extravasar por todos os poros.
Não se passaram muitos minutos e ela tentou entabular uma conversa com o companheiro de viagem.
De início, ele se fez arredio mas, como ela insistisse, ele aquiesceu e começaram uma conversa que se prolongaria pelas duas horas de vôo.
Ela se mostrava ansiosa por encontrar alguém a quem pudesse dizer das suas dificuldades. Era uma alma desejosa de orientação, de socorro.
E aquele senhor, por sua formação moral e religiosa, ofereceu-lhe, naqueles 120 minutos, material suficiente para que ela pudesse refazer a sua vida.
Ela se corrompera aos 14 anos. Dizia ter perdido tudo o que uma pessoa tem de bom, de lindo e de digno.
Tudo para ostentar jóias caras, essas coisas que convencionamos ser de valor.
Ele lhe falou de solidariedade e espancou as nuvens densas em que ela se envolvia, apresentando-lhe o sol da boa vontade.
Falou-lhe de dignidade, de melhoria. Convidou-a a uma nova vida.
Ao final da viagem, ela lhe disse que não sabia, exatamente, se poderia colocar em prática tudo o que ele lhe falara. Mas que tentaria começar uma vida nova.
Ao se despedirem, ela o olhou e afirmou:
O senhor tem o rosto tão alegre. Desde que me sentei ao seu lado, vi que o senhor estava sorrindo.
Não sorrindo com os lábios, não. Era algo especial, que vinha do senhor. Por isso escolhi me sentar ao seu lado. Estava imensamente triste e desejava me contaminar.
* * *
Achamos muito interessante a afirmativa da jovem atormentada. Desejava contaminar-se.
Porque todos falam em contágio da doença e ninguém se recorda do contágio da saúde. Esquecemo-nos de que a alegria, o bem e o amor também contagiam.
Dessa forma, é preciso se ligar às pessoas boas e ser uma delas.
Deixar-se contagiar pelo bem. E mais importante ainda: permitir-se ser uma pessoa alegre, otimista, dinâmica.
Alguém que possa contaminar muitas pessoas, especialmente nesses dias em que impera a tristeza, o pessimismo e as criaturas se entregam tanto ao desânimo e ao rol das incertezas.
* * *
Em toda parte, onde transites, faze o bem com as tuas mãos e com o coração. Utiliza a oração e esclarece com tua palavra fraterna, a fim de que te tornes um pequeno sol, iluminando alheias vidas.
Deixa que as tuas mãos se transformem em estrelas brilhantes alcançando o infortúnio e iluminando as estradas do mundo.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A jovem do avião, do livro O jovem que escolheu o amor, pt. II, de Maria Anita Rosas Batista, ed. Pierre-Paul Didier e no verbete Bem, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
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Minutos de Sabedoria
Sofia
CARLOS TORRES PASTORINO
MENSAGEM
Neste livro de bolso, apresenta reflexões, pensamentos, conselhos curtos e penetrantes que auxiliam nas horas difíceis e, nos momentos leves, alegram e elevam a alma. Carlos T. Pastorino

21 de jun. de 2013

Os seus talentos - Missão Espirita Hoje

Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Um gênio em matemática talvez tenha dificuldade com língua portuguesa.
Um financista brilhante pode ser um administrador de recursos humanos medíocre.
A grande empresária quiçá falhe como mãe.
Alguém dança maravilhosamente, mas não sabe cantar.
Outrem escreve com elegância, mas não consegue falar em público.
A força de uma sociedade reside na diferença existente entre seus membros.
É preciso aprender a respeitar e a apreciar as opiniões alheias.
Da divergência bem administrada surgem a reflexão e o aprimoramento.
Tantas diferenças entre os homens resultam das opções que fizeram ao longo de suas existências.
Sendo todos dotados de livre-arbítrio pela Divindade, cada qual escolheu um caminho.
Entre erros e acertos, experiências foram acumuladas e talentos, desenvolvidos.
Deus criou os Espíritos perfectíveis, mas não perfeitos.
Assim, é natural que eles por vezes errem.
Constitui tolice imaginar que alguém aprende sem nunca errar.
É como esperar que uma criança ande sem jamais tropeçar e cair.
Então, o erro não é exatamente um escândalo perante as Leis Divinas.
Apenas é necessário ser humilde para reconhecer o equívoco.
E ter coragem para assumir a responsabilidade e reparar os danos.
Mas de todo embate, mesmo permeado de equívocos, surge a experiência.
Sempre se está amadurecendo e aprendendo.
Evidentemente, os equívocos devem ser reparados.
Mas a criatura sempre vê acrescidos seus recursos.
Muitos Espíritos atravessam séculos entre equívocos e desatinos.
As violações da Lei Divina registram-se na consciência de cada ser.
Enquanto a reparação não ocorre, o Espírito permanece em desequilíbrio.
Por mais que aparente tranqüilidade, experimenta desconforto íntimo, fobias e bloqueios psicológicos.
Mas sempre soa o instante em que, cansado de fingir e sofrer, ele resolve encarar a própria realidade íntima.
Então, decide trabalhar no bem.
Dá um basta no egoísmo e se interessa pelo próximo.
Vislumbra a beleza existente no adágio bíblico:
"O amor cobre a multidão de pecados".
Ansioso de paz, enamora-se da prática das mais sublimes virtudes.
Dotado de todos os talentos que desenvolveu ao longo do tempo, torna-se um dedicado agente do progresso.
Assim agindo, repara os erros do passado e se prepara para as etapas superiores da vida imortal.
Se você deseja paz, reflita sobre o que está fazendo com seus talentos.
Tudo o que você possui pode e deve ser utilizado na construção de um mundo melhor.
A fortuna pode gerar empregos, amparar a miséria e secar muitas lágrimas.
A inteligência possui o condão de melhorar as condições físicas e morais do planeta.
Se você dispõe do dom da palavra, utilize-o para disseminar idéias de solidariedade e pureza.
Nos círculos em que se movimenta, enalteça o trabalho, a honestidade e a compaixão.
Dê exemplos de conduta reta e digna.
Seja um pai responsável e amoroso, um esposo dedicado e fiel, um patrão justo e bom.
Quaisquer que sejam os seus talentos, utilize-os para promover o bem.
Eles são o resultado das experiências que você viveu.
E constituem os recursos de que dispõe para se tornar um homem pleno de paz e bem-estar.
Pense nisso.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Conheça essa obra:
R$ 15,00

Vida Feliz - Luxo
Joanna de Ângelis/DIVALDO P FRANCO
MENSAGEM
Para viver bem poucas coisas são necessárias. Neste livro você encontrará algumas sugestões. Abra, leia e pense a respeito. É desejo do autor que o livro lhe proporcione momentos de pura reflexão e paz e o auxilie a ponderar melhor sobre sua vida.

19 de jun. de 2013

Simplicidade - Missão espirita Hoje

Quando ouvimos falar de simplicidade logo nos vêm à mente pessoas despidas de adereços, lares onde se percebe a escassez de recursos financeiros e assim por diante.
Todavia poderemos entender a simplicidade sob outro aspecto.
Nem sempre as pessoas que não se enfeitam são simples e a recíproca é verdadeira. Há pessoas que se vestem com aparente luxo mas são pessoas extremamente simples.
A singeleza está na intimidade de cada criatura.
Ser simples é não opinar sobre o que desconhece.
É admitir-se capaz de cometer equívocos.
É ser feliz com pouca coisa, ou com coisas simples.
Ser simples é falar com sinceridade. É deixar-se emocionar diante de pequenos fatos. É permitir que as lágrimas rolem pelo rosto quando o coração solicita.
Quem é verdadeiramente simples, percebe as grandezas da vida impressas nas coisas singelas da natureza.
Jesus foi um nobre exemplo de simplicidade.
Possuidor de grandioso conhecimento em todas as áreas, soube ensinar sem arrogância.
Portador das verdades divinas, teve o cuidado de não ofuscar as criaturas que com ele travavam contato.
Conhecedor do universo, utilizou-se de coisas singelas para ensinar a Boa Nova.
Falou do grão de mostarda, do óbolo da viúva, do semeador...
Todos os Seus ensinamentos foram ministrados de maneira singela e exemplificados da mesma forma.
Falou de maneira simples tanto aos doutores da lei quanto aos iletrados.
Quando teve que falar com firmeza o fez com simplicidade.
No seu nascimento, foi acolhido pela manjedoura singela e na sua morte a simplicidade coloriu sua face.
Lembrando esse Espírito grandioso que a Terra conheceu, vale a pena pensar um pouco a respeito da simplicidade e envidar esforços para sermos pessoas simples.
E a simplicidade consiste em ter um coração predisposto ao perdão.
Em ter sempre no olhar uma chama de esperança e nos lábios um sorriso gentil.
Ter palavras e gestos que traduzam nossos sentimentos, sem afetação.
E passos firmes na direção da felicidade tão desejada.
Enfim, ser simples como o criador, que nos oferece a natureza bela e exuberante a cantar a simplicidade desde a aurora até o crepúsculo.
Pense nisso!
Os homens que se fizeram notar nos diversos campos do conhecimento humano, não o fizeram com afetação e pompa.
Esses homens e mulheres que se revelaram protótipos da beleza nas Artes, nas Ciências e na Filosofia se engrandeceram através da simplicidade, usando as vestes da humildade.
Pensemos nisso!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
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Os Animais Têm Alma?
A mais completa obra sobre o assunto.
ERNESTO BOZZANO
CIENTÍFICO
Ernesto Bozzano, um dos mais notáveis pesquisadores espíritas do século XX, tenta, nesta obra, comprovar cientificamente a existência e sobrevivência da alma dos animais. Para isso persegue dois objetivos: a determinação objetiva de atividade supranormal nos animais (telepatia, premonição, mediunidade, etc) e a comprovação de casos de aparição post-mortem de fantasmas de animais. Após a leitura deste livro você terá dado um grande passo para responder a esta pergunta: os animais têm alma?

18 de jun. de 2013

Crença e conhecimento - Missão espirita Hoje

Não é raro se ouvir afirmativas como "eu creio que vai chover", "creio que vai fazer muito frio este ano, creio que vou para o céu ou para o inferno", etc.
Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.
No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.
Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.
Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.
Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.
Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.
Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.
E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.
Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria.
Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.
Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.
Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.
Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.
Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.
Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?
"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O que Deus faria com as coisas de César?
O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?
Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.
Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudaram a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida.
"A cada um segundo suas obras", afirmou Jesus. Ele é um espírito que possui autoridade intelecto-moral para nos orientar sobre as verdades da vida, pois já trilhou o caminho que hoje estamos percorrendo.
Ao dizer: "Antes que Abraão fosse, eu sou", ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.
Jesus prescreveu o amor a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo. Eis um guia seguro, que nos conduzirá à felicidade eterna.
E amar a Deus é conhecer suas leis e vivê-las. As leis naturais e as leis morais.
Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.
Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.
Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.
Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.
Equipe de Redação do Momento Espírita.
Ajude a manter o Momento de Reflexão comprando produtos da Livraria 18 de Abril:
R$ 22,00

Autodescobrimento - Uma Busca Interior
Série psicológica
Joanna de Ângelis/DIVALDO P FRANCO
Mais um ensaio de Psicologia espírita, onde a Instrutora Espiritual analisa o ser real, os conflitos, o inconsciente e o subconsciente, a viagem interior, os transtornos comportamentais, o pânico, a amargura, a conquista de si etc, facultando que cada um descubra seus limites reais e verdadeiras aspirações.

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