15 de ago. de 2013

Justiça - Missão Espirita Hoje

O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores.
Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente, sentimos compaixão.
Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica, valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha semanas a fio, longe do lar.
Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na palavra, na conduta.
Dinâmica e corajosa, enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades financeiras imensuráveis.
Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a própria família.
Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia.
E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos, intensificaram-se as dores.
Morreram-lhe em curto espaço de anos o esposo e três filhos, em circunstâncias trágicas.
Enfraqueceram-lhe ainda mais as forças e o coração ferido se deixou desfalecer.
Acresceram-lhe as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.
Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos-lhe os esforços para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação.
Lembrando-lhe os anos de atividade e labuta, perguntamo-nos o porquê de tanto sofrimento.
As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer, enfermar, morrer.
Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente.
Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da mulher mãe, esposa, avó.
Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do evangelho de Jesus: A cada um segundo as suas obras.
É como se pudéssemos, no recesso do Espírito, escutar a voz do Sublime Cantor Galileu, em plena natureza.
Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a Divindade. Podemos agora entender a sua serenidade na dor.
Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o resgate de faltas cometidas em dias passados, de vidas anteriores.
Por isso ela sorri. E ora. E espera. Aguarda os dias do reencontro com os seus amores, afirmando convicta: Quando Deus quiser, hei de partir. E estou me esforçando para seguir viagem vitoriosa.
* * *
Ninguém sofre de forma injusta.
Se assim não fosse, não poderíamos conceber que Deus, nosso Pai, fosse infinitamente justo e bom, pois puniria a bel prazer uns e outros, concedendo felicidade a outros tantos.
Dessa forma, cabe-nos cultivar a resignação ante os problemas que nos atingem e não podem ter seu curso alterado, por nossa vontade.
Contudo, é sempre bom lembrar que cada um de nós, sobre a Terra, pode se tornar instrumento da Divindade, para aliviar a carga do seu irmão, socorrendo. Eis porque a fraternidade é dever.
Redação do Momento Espírita

17 de jul. de 2013

Qualidade da Oração - Prece Espirita - Como Devemos Orar - Missão Espirita Hoje

1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que fingem orar conservando-se em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas, quando quiserdes orar, entrai no vosso quarto e, fechando a porta, orai a vosso Pai em segredo; e o vosso Pai, que vê tudo o que se passa em segredo, vos dará a recompensa.
Não afeteis orar muito em vossas preces, como fazem os pagãos, julgando que pela quantidade de palavras serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que necessitais antes de lho pedirdes. (Mateus, cap. VI, 5 a 8.)

2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes alguma queixa contra alguém, perdoai-lha a fim de que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe também os pecados. Se não lhe perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não perdoará os vossos pecados. (Marcos, cap. XI, 25 e 26.)

3. Propôs também esta parábola aos que confiavam em si, como se fossem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. O fariseu, de pé, orava intimamente desta forma: Meu Deus, graças vos dou por não ser como o resto dos homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo o que possuo. O publicano, pelo contrário, conservando-se afastado, nem mesmo ousava levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tende piedade de mim, que sou pecador. Eu vos declaro que este voltou para sua casa, justificado, e o outro não; porque aquele que se exalta será humilhado e aquele que se humilha será exaltado. (Lucas, cap. XVIII, 9 a 14.)

4. As qualidades da prece foram, assim, distintamente definidas por Jesus. Quando quiserdes orar, disse ele, evitai que vos vejam; orai secretamente; evitai orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos, mas pela sinceridade da prece. Se, antes de orar, tiverdes algum ressentimento contra alguém, perdoai-lhe, porque a prece deixa de ser agradável a Deus, quando não parte de um coração puro de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu; examinai as vossas faltas e não as vossas qualidades, e, quando vos comparardes aos outros, procurai o que de mau existe em vós.

A PRECE CONFORME O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO DE ALLAN KARDEC

24 de jun. de 2013

Contágio do bem - Missão Espirita Hoje

A jovem era muito linda. Entrou no avião e começou a buscar com os olhos um lugar especial.
Poucos passageiros haviam adentrado e havia muitos lugares vagos. Ela parecia não estar satisfeita com a poltrona que lhe fora previamente marcada.
Finalmente, olhou para um senhor de cerca de quarenta anos, aproximou-se e se sentou na poltrona ao seu lado.
Ela trazia a amargura estampada na face e a solidão de sua alma parecia extravasar por todos os poros.
Não se passaram muitos minutos e ela tentou entabular uma conversa com o companheiro de viagem.
De início, ele se fez arredio mas, como ela insistisse, ele aquiesceu e começaram uma conversa que se prolongaria pelas duas horas de vôo.
Ela se mostrava ansiosa por encontrar alguém a quem pudesse dizer das suas dificuldades. Era uma alma desejosa de orientação, de socorro.
E aquele senhor, por sua formação moral e religiosa, ofereceu-lhe, naqueles 120 minutos, material suficiente para que ela pudesse refazer a sua vida.
Ela se corrompera aos 14 anos. Dizia ter perdido tudo o que uma pessoa tem de bom, de lindo e de digno.
Tudo para ostentar jóias caras, essas coisas que convencionamos ser de valor.
Ele lhe falou de solidariedade e espancou as nuvens densas em que ela se envolvia, apresentando-lhe o sol da boa vontade.
Falou-lhe de dignidade, de melhoria. Convidou-a a uma nova vida.
Ao final da viagem, ela lhe disse que não sabia, exatamente, se poderia colocar em prática tudo o que ele lhe falara. Mas que tentaria começar uma vida nova.
Ao se despedirem, ela o olhou e afirmou:
O senhor tem o rosto tão alegre. Desde que me sentei ao seu lado, vi que o senhor estava sorrindo.
Não sorrindo com os lábios, não. Era algo especial, que vinha do senhor. Por isso escolhi me sentar ao seu lado. Estava imensamente triste e desejava me contaminar.
* * *
Achamos muito interessante a afirmativa da jovem atormentada. Desejava contaminar-se.
Porque todos falam em contágio da doença e ninguém se recorda do contágio da saúde. Esquecemo-nos de que a alegria, o bem e o amor também contagiam.
Dessa forma, é preciso se ligar às pessoas boas e ser uma delas.
Deixar-se contagiar pelo bem. E mais importante ainda: permitir-se ser uma pessoa alegre, otimista, dinâmica.
Alguém que possa contaminar muitas pessoas, especialmente nesses dias em que impera a tristeza, o pessimismo e as criaturas se entregam tanto ao desânimo e ao rol das incertezas.
* * *
Em toda parte, onde transites, faze o bem com as tuas mãos e com o coração. Utiliza a oração e esclarece com tua palavra fraterna, a fim de que te tornes um pequeno sol, iluminando alheias vidas.
Deixa que as tuas mãos se transformem em estrelas brilhantes alcançando o infortúnio e iluminando as estradas do mundo.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. A jovem do avião, do livro O jovem que escolheu o amor, pt. II, de Maria Anita Rosas Batista, ed. Pierre-Paul Didier e no verbete Bem, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
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Minutos de Sabedoria
Sofia
CARLOS TORRES PASTORINO
MENSAGEM
Neste livro de bolso, apresenta reflexões, pensamentos, conselhos curtos e penetrantes que auxiliam nas horas difíceis e, nos momentos leves, alegram e elevam a alma. Carlos T. Pastorino

21 de jun. de 2013

Os seus talentos - Missão Espirita Hoje

Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Um gênio em matemática talvez tenha dificuldade com língua portuguesa.
Um financista brilhante pode ser um administrador de recursos humanos medíocre.
A grande empresária quiçá falhe como mãe.
Alguém dança maravilhosamente, mas não sabe cantar.
Outrem escreve com elegância, mas não consegue falar em público.
A força de uma sociedade reside na diferença existente entre seus membros.
É preciso aprender a respeitar e a apreciar as opiniões alheias.
Da divergência bem administrada surgem a reflexão e o aprimoramento.
Tantas diferenças entre os homens resultam das opções que fizeram ao longo de suas existências.
Sendo todos dotados de livre-arbítrio pela Divindade, cada qual escolheu um caminho.
Entre erros e acertos, experiências foram acumuladas e talentos, desenvolvidos.
Deus criou os Espíritos perfectíveis, mas não perfeitos.
Assim, é natural que eles por vezes errem.
Constitui tolice imaginar que alguém aprende sem nunca errar.
É como esperar que uma criança ande sem jamais tropeçar e cair.
Então, o erro não é exatamente um escândalo perante as Leis Divinas.
Apenas é necessário ser humilde para reconhecer o equívoco.
E ter coragem para assumir a responsabilidade e reparar os danos.
Mas de todo embate, mesmo permeado de equívocos, surge a experiência.
Sempre se está amadurecendo e aprendendo.
Evidentemente, os equívocos devem ser reparados.
Mas a criatura sempre vê acrescidos seus recursos.
Muitos Espíritos atravessam séculos entre equívocos e desatinos.
As violações da Lei Divina registram-se na consciência de cada ser.
Enquanto a reparação não ocorre, o Espírito permanece em desequilíbrio.
Por mais que aparente tranqüilidade, experimenta desconforto íntimo, fobias e bloqueios psicológicos.
Mas sempre soa o instante em que, cansado de fingir e sofrer, ele resolve encarar a própria realidade íntima.
Então, decide trabalhar no bem.
Dá um basta no egoísmo e se interessa pelo próximo.
Vislumbra a beleza existente no adágio bíblico:
"O amor cobre a multidão de pecados".
Ansioso de paz, enamora-se da prática das mais sublimes virtudes.
Dotado de todos os talentos que desenvolveu ao longo do tempo, torna-se um dedicado agente do progresso.
Assim agindo, repara os erros do passado e se prepara para as etapas superiores da vida imortal.
Se você deseja paz, reflita sobre o que está fazendo com seus talentos.
Tudo o que você possui pode e deve ser utilizado na construção de um mundo melhor.
A fortuna pode gerar empregos, amparar a miséria e secar muitas lágrimas.
A inteligência possui o condão de melhorar as condições físicas e morais do planeta.
Se você dispõe do dom da palavra, utilize-o para disseminar idéias de solidariedade e pureza.
Nos círculos em que se movimenta, enalteça o trabalho, a honestidade e a compaixão.
Dê exemplos de conduta reta e digna.
Seja um pai responsável e amoroso, um esposo dedicado e fiel, um patrão justo e bom.
Quaisquer que sejam os seus talentos, utilize-os para promover o bem.
Eles são o resultado das experiências que você viveu.
E constituem os recursos de que dispõe para se tornar um homem pleno de paz e bem-estar.
Pense nisso.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
Conheça essa obra:
R$ 15,00

Vida Feliz - Luxo
Joanna de Ângelis/DIVALDO P FRANCO
MENSAGEM
Para viver bem poucas coisas são necessárias. Neste livro você encontrará algumas sugestões. Abra, leia e pense a respeito. É desejo do autor que o livro lhe proporcione momentos de pura reflexão e paz e o auxilie a ponderar melhor sobre sua vida.

19 de jun. de 2013

Simplicidade - Missão espirita Hoje

Quando ouvimos falar de simplicidade logo nos vêm à mente pessoas despidas de adereços, lares onde se percebe a escassez de recursos financeiros e assim por diante.
Todavia poderemos entender a simplicidade sob outro aspecto.
Nem sempre as pessoas que não se enfeitam são simples e a recíproca é verdadeira. Há pessoas que se vestem com aparente luxo mas são pessoas extremamente simples.
A singeleza está na intimidade de cada criatura.
Ser simples é não opinar sobre o que desconhece.
É admitir-se capaz de cometer equívocos.
É ser feliz com pouca coisa, ou com coisas simples.
Ser simples é falar com sinceridade. É deixar-se emocionar diante de pequenos fatos. É permitir que as lágrimas rolem pelo rosto quando o coração solicita.
Quem é verdadeiramente simples, percebe as grandezas da vida impressas nas coisas singelas da natureza.
Jesus foi um nobre exemplo de simplicidade.
Possuidor de grandioso conhecimento em todas as áreas, soube ensinar sem arrogância.
Portador das verdades divinas, teve o cuidado de não ofuscar as criaturas que com ele travavam contato.
Conhecedor do universo, utilizou-se de coisas singelas para ensinar a Boa Nova.
Falou do grão de mostarda, do óbolo da viúva, do semeador...
Todos os Seus ensinamentos foram ministrados de maneira singela e exemplificados da mesma forma.
Falou de maneira simples tanto aos doutores da lei quanto aos iletrados.
Quando teve que falar com firmeza o fez com simplicidade.
No seu nascimento, foi acolhido pela manjedoura singela e na sua morte a simplicidade coloriu sua face.
Lembrando esse Espírito grandioso que a Terra conheceu, vale a pena pensar um pouco a respeito da simplicidade e envidar esforços para sermos pessoas simples.
E a simplicidade consiste em ter um coração predisposto ao perdão.
Em ter sempre no olhar uma chama de esperança e nos lábios um sorriso gentil.
Ter palavras e gestos que traduzam nossos sentimentos, sem afetação.
E passos firmes na direção da felicidade tão desejada.
Enfim, ser simples como o criador, que nos oferece a natureza bela e exuberante a cantar a simplicidade desde a aurora até o crepúsculo.
Pense nisso!
Os homens que se fizeram notar nos diversos campos do conhecimento humano, não o fizeram com afetação e pompa.
Esses homens e mulheres que se revelaram protótipos da beleza nas Artes, nas Ciências e na Filosofia se engrandeceram através da simplicidade, usando as vestes da humildade.
Pensemos nisso!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.
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R$ 18,90

Os Animais Têm Alma?
A mais completa obra sobre o assunto.
ERNESTO BOZZANO
CIENTÍFICO
Ernesto Bozzano, um dos mais notáveis pesquisadores espíritas do século XX, tenta, nesta obra, comprovar cientificamente a existência e sobrevivência da alma dos animais. Para isso persegue dois objetivos: a determinação objetiva de atividade supranormal nos animais (telepatia, premonição, mediunidade, etc) e a comprovação de casos de aparição post-mortem de fantasmas de animais. Após a leitura deste livro você terá dado um grande passo para responder a esta pergunta: os animais têm alma?

18 de jun. de 2013

Crença e conhecimento - Missão espirita Hoje

Não é raro se ouvir afirmativas como "eu creio que vai chover", "creio que vai fazer muito frio este ano, creio que vou para o céu ou para o inferno", etc.
Sem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.
No entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.
Certamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.
Não poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.
Nesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.
Acreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.
Aproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.
E eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.
Mas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria.
Temos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.
Comece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.
Se uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.
Pergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.
Que utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.
Se o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?
"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O que Deus faria com as coisas de César?
O que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?
Busque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.
Se você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudaram a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida.
"A cada um segundo suas obras", afirmou Jesus. Ele é um espírito que possui autoridade intelecto-moral para nos orientar sobre as verdades da vida, pois já trilhou o caminho que hoje estamos percorrendo.
Ao dizer: "Antes que Abraão fosse, eu sou", ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.
Jesus prescreveu o amor a Deus acima de tudo, e ao próximo como a si mesmo. Eis um guia seguro, que nos conduzirá à felicidade eterna.
E amar a Deus é conhecer suas leis e vivê-las. As leis naturais e as leis morais.
Mesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.
Em vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.
Somente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.
Pense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.
Equipe de Redação do Momento Espírita.
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R$ 22,00

Autodescobrimento - Uma Busca Interior
Série psicológica
Joanna de Ângelis/DIVALDO P FRANCO
Mais um ensaio de Psicologia espírita, onde a Instrutora Espiritual analisa o ser real, os conflitos, o inconsciente e o subconsciente, a viagem interior, os transtornos comportamentais, o pânico, a amargura, a conquista de si etc, facultando que cada um descubra seus limites reais e verdadeiras aspirações.

17 de jun. de 2013

ESTAÇÃO DAS PERDAS - Missão espirita Hoje

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio.
Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida - aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: as perdas do ser humano.
Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta - sozinhos, podem dizer alguns.
Começamos a vida em perda, e nela continuamos -dizem outros.
Porém, paradoxalmente, se notarmos bem, e se nos atrevermos a ver tudo isso sob um outro ponto de vista, um ponto de vista mais otimista, quem sabe, descobriremos algumas coisas como:
No momento em que perdemos algo, novas oportunidades nos surgem.
Ao perdemos o aconchego do útero, ganhamos os braços do Mundo.
Ele nos acolhe, nos assusta e nos encanta, nos destrói e nos eleva.
E continuamos a perder... E seguimos a ganhar.
Perdemos a inocência da infância, e ganhamos a confiança absoluta na mão que segura nossa mão.
Ganhamos a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair.
Perdemos a inocência da infância, e adquirimos a capacidade de questionar: por quê?
Perguntamos a todos e de tudo. Estamos crescendo.
Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer, renascer.
Cada nova fase revela perdas. Cada nova fase aponta novos ganhos.
A vida é obra encantadora do Criador. Nada nela existe por acaso. Nada funciona ou acontece sem seguir uma lei maior, uma razão.
Nem mesmo a tão temida "morte" deve ser considerada como oposto de "vida". O que chamamos de morte é apenas uma entrada para outra estação da mesma vida.
Assim, quando achamos que "perdemos" pessoas que amamos, deveríamos enxergar que "ganhamos" um grande amor, e este nunca se perderá.
Cada pessoa que entra em nossa vida, e que nela permanece através do amor, nunca mais estará distante.
Que ganho maravilhoso este! Que certeza esperançosa, revolucionária.
A vida não começa em perda, começa em "oportunidade".
Nascer é ganhar nova chance de seguir adiante. Nova chance de descobrir, de conhecer e de amar.
Quem ama nunca perde. Quem doa nunca fica sem.
Pensamento
O Espírito Fénelon, na obra O evangelho segundo o espiritismo, traz uma importante reflexão. Diz-nos ele:
"Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal(...)
Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?
Podeis supor que o Senhor dos Mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis?
Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser."

Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Aila Magalhães, recebido pela Internet e no cap. V de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.

14 de jun. de 2013

NOSSAS INTELIGÊNCIAS - Missão espirita Hoje


Nossas inteligências
Conta-se que um filósofo, ao atravessar um longo rio, numa canoa, perguntou ao canoeiro se ele entendia de Astronomia.
"Não, senhor!" Respondeu o canoeiro. "Em toda minha vida nunca ouvi falar nesse nome."
E o filósofo replicou: "Sinto muito que você haja desperdiçado a quarta parte de sua vida. Você sabe alguma coisa de Matemática?"
O pobre homem sorriu, e lhe disse: "Não!"
Então tornou a dizer o interlocutor: "Você perdeu outra quarta parte de sua vida."
Depois, perguntou pela terceira vez: "Sabe algo sobre Geologia?"
"Não, nunca fui à escola", replicou o canoeiro.
"Bem, amigo, quase toda a sua vida foi mal empregada."
No mesmo momento da conversa, a canoa bateu numa pedra, e, enquanto o canoeiro tirava a jaqueta para nadar até a margem do rio, perguntou ao filósofo: "O senhor sabe nadar?"
"Não", respondeu prontamente.
"Sinto muito, mas o senhor desperdiçou toda a sua vida, porque a canoa afundará em poucos minutos."
Muitos de nós costumamos agir como o filósofo, diante das pessoas que julgamos menos inteligentes que nós.
Temos que convir, entretanto, que as inteligências são variadas e relativas.
Há engenheiros brilhantes que fazem cálculos complexos, e não conseguem precisar o tempo de cozimento de uma porção de arroz.
E há pessoas analfabetas, ou de muito pouco conhecimento que fazem isso com naturalidade.
Existem pilotos competentes que operam com precisão dezenas de botões, e põem a gigantesca nave no ar, mas ficam paralisados diante de um ferro elétrico e uma simples camisa para passar.
Há professores brilhantes que ensinam matérias difíceis aos seus alunos, e não conseguem manejar o controle de um vídeo-game, como o fazem os jovens a quem ensinam.
Dessa forma, percebemos que há inteligências e inteligências. E cada um de nós entende sobre determinado assunto, mais ou menos que as outras pessoas.
Os espíritos superiores afirmam que a felicidade suprema consiste no conhecimento de todas as coisas.
Assim, um dia todos teremos que saber tudo.
E é graças ao intercâmbio dos conhecimentos que cada um de nós aprende um pouco a cada dia.
E esse intercâmbio se dá na convivência em sociedade. Quer seja no lar, no trabalho, ou no lazer, estamos sempre aprendendo com alguém e transmitindo nossas experiências aos outros.
Desse modo, vivamos de maneira que possamos transmitir aos outros os conhecimentos que possuímos, sem ostentação, e captar os ensinamentos dos outros, com humildade e alegria.
Você sabia?
Que o aprendizado é cumulativo?
Isto quer dizer que nada do que aprendemos se perde no tempo, e cada aprendizado serve de base para novos conhecimentos.
E você sabia que o espírito não retrograda em sua marcha evolutiva?
Ele pode estacionar em uma ou outra reencarnação, mas retroagir não.
Quando Jesus afirmou que poderíamos fazer o que ele fez, e muitas outras coisas, estava afirmando a nossa possibilidade de chegar à perfeição.
Assim sendo, vale a pena aprender cada vez mais, para chegar mais rápido à perfeição relativa que nos cabe.
Equipe de Redação do Momento Espírita, citando João, 14:12
Conheça essa obra:

R$ 35,00

A Carta Magna da Paz
CAMILO/RAUL TEIXEIRA
MENSAGEM
Dedicamos esse singelo preito ao amor e à paz aos amigos que, na incansável busca do autoconhecimento, sentem-se reptados a instaurar o regime de paz na recâmara do coração, a fim de imprimir o sinal de utilidade e de nobreza a sua passagem pelo mundo. Que, com essas linhas, que visam ressuscitar os cânticos da Galiléia, bucólica e enternecedora, e de Assis, virente e encantadora, possam as almas sensíveis entusiasmar-se por somar esforços pela paz, trabalhando sem deixar-se esmorecer, servindo sem aguardar retribuição e amando mais do que desejam se amadas. Carta Magna da Paz é um livro que procura fazer renascer os ensinamentos deixados por Francisco de Assis. Através do médium Raul Teixeira, o espírito Camilo discorre, em cada capítulo, sobre as frases da oração de São Francisco, levando o leitor a refletir sobre o mais fiel exemplo de doação, amor e luta pela paz.

12 de jun. de 2013

O toque de ouro

Conta-se que havia um rei muito rico chamado Midas.
Embora possuísse muitas riquezas, ainda assim não estava satisfeito.
Mantinha seu tesouro guardado em enormes cofres nos subterrâneos do palácio, e passava muitas horas por dia contando e recontando seus preciosos bens.
Tinha também o rei Midas uma filha, seu nome era áurea, a quem ele muito amava e desejava ardentemente transformar na mais rica princesa do mundo.
A pequenina, porém, não se importava com a riqueza do pai.
Ela gostava, em verdade, de seu jardim, das flores e do sol.
Passava a maior parte de seu tempo sozinha, pois seu pai estava sempre ocupado, buscando novas maneiras de conseguir mais e mais ouro, nunca tendo tempo para brincar ou passear com ela.
Um dia, quando o rei Midas encontrava-se sozinho trancado em uma das ricas salas onde costumava admirar suas valiosas jóias, notou a presença de um estranho que lhe sorria.
Surpreso, o rei Midas pôs-se a conversar com o estranho, a fim de descobrir como ele havia conseguido ali entrar.
A conversa, porém, tomou outro rumo e o rei Midas confessou ao estranho que seu maior desejo era ser capaz de transformar em ouro tudo que tocasse.
O estranho disse-lhe, então, que a partir da manhã seguinte seu desejo seria atendido, passando ele a ter o toque do ouro.
Como o estranho desapareceu sem deixar qualquer vestígio, o rei pensou ter sido tomado por alguma alucinação e imaginou como seria maravilhoso se seu sonho tornasse-se realidade.
Na manhã seguinte, quando os primeiros raios de sol invadiram seus aposentos, o rei esticou sua mão e tocou a coberta da cama que subitamente transformou-se em ouro puro.
Maravilhado com aquele prodígio, ele saltou da cama e correu pelo quarto, tocando em tudo o que ali havia.
O manto real, os chinelos, os móveis, tudo virou ouro.
Maravilhado o rei decidiu fazer uma surpresa para a filha e foi até o jardim e tocou todas as flores, transformando-as em ouro, certo de que isso alegraria também a pequenina áurea.
Quando voltou ao quarto percebeu, um tanto contrariado, que não mais conseguia alimentar-se, nem matar sua sede, pois tudo que suas mãos tocavam transformava-se imediatamente em ouro.
Nesse momento, áurea entrou no quarto do pai aos prantos, com uma das suas rosas na mão, dizendo-lhe que todas as suas flores encontravam-se naquele estado: sem vida,duras e feias, que não mais se podia sentir-lhes o perfume, nem mesmo a maciez das pétalas.
Ao notar a preocupação que tomou o semblante do pai, ela aproximou-se lentamente e o envolveu em um carinhoso abraço.
No mesmo instante, o rei Midas soltou um grito de pavor.
Ao tocá-lo o lindo rostinho da filha transformou-se em ouro brilhante, os olhos não mais viam, tampouco os lábios conseguiam beijá-lo.
Ela havia deixado de ser uma adorável e carinhosa menina para transformar-se em uma estatueta de ouro.
Desesperado, o poderoso rei, ciente de sua desdita, jogou-se ao chão percebendo que havia perdido o único bem que lhe era realmente importante.
Pense nisso!
Também nós, em inúmeras ocasiões, deixamo-nos levar pelas ilusões e pelos convites sedutores do mundo, desperdiçando nossas verdadeiras riquezas, nossos reais tesouros.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no Livro das Virtudes, de William J. Bennet, pp. 37/40.

11 de jun. de 2013

A arte de ouvir - Missão Espirita Hoje

Ela era uma senhora solitária, envolta no luto da dor, desde que o marido morrera. Vivia só, na grande casa do meio da quadra. Casa com varanda e cadeira de balanço.
Todas as manhãs, o entregador de jornais, garoto de uns 10 anos, passava pedalando sua bicicleta e, num gesto bem planejado, atirava o jornal nos degraus da varanda.
Nunca errava. Paff! Era o sinal característico do jornal caindo no segundo degrau.
Então, numa manhã de inverno, quando se preparava para lançar o jornal, ele a viu.
Parada nos degraus da varanda, de pé, acenando-lhe para que se aproximasse.
Ele desceu da bicicleta e foi andando em direção a ela. O que será que ela quer? - Pensou o garoto. Será que vai reclamar de alguma coisa?
Venha tomar um café, falou a senhora. Tenho biscoitos gostosos.
Enquanto ele saboreava o lanche que lhe aquecia as entranhas, ela começou a falar.
Falou a respeito do marido, de suas vidas, da sua saudade. Passado um quarto de hora, ele se levantou, agradeceu e saiu. No dia seguinte e no outro, a cena se repetiu.
O menino decidiu falar a seu pai a respeito. Afinal, ele achava muito estranha aquela atitude.
O pai, homem experiente, lhe disse: Filho, ouça apenas. A senhora Almeida deve estar se sentindo solitária, após a morte do marido.
Deixe-a falar. Recordar os dias de felicidade vividos deve lhe fazer bem ao coração. É importante que alguém a ouça.
Nos dias que se seguiram, nas semanas e nos meses, o garoto aprendeu a ouvir, demonstrando interesse em seus olhos verdes e espertos.
Quando a primavera chegou, ela substituiu o café quentinho pelo suco de frutas. O verão trouxe sorvete.
Ao final, o entregador de jornais já iniciava sua tarefa pensando na parada obrigatória em casa da viúva. Habituou-se a escutar e escutar. Percebeu, com o tempo, que a velha senhora foi mudando o tom das conversas.
Como a primavera, ela voltou a florir, nos meses que vieram depois.
Quando o ano findou, o menino foi estudar em outra cidade.
O tempo se encarregaria de lecionar mais esperança no coração da viúva e amadurecer ideias no cérebro jovem.
Muitos fatores contribuíram para que o garoto e a viúva não tornassem a se encontrar. Contudo, uma lição o acompanhou por toda a vida. Ele nunca se esqueceu da importância de ouvir as pessoas, suas dificuldades, seus problemas, suas queixas.
Lição que contribuiu também para o seu sucesso como esposo, pai de família e profissional.
* * *
Saber ouvir é uma virtude. De um modo geral, nos cumprimentamos, perguntando uns aos outros, como está a saúde e a dos familiares.
Raramente esperamos por uma resposta que não seja a padrão: Tudo bem.
Normalmente, se o outro passa a desfiar o rosário das suas dores e a problemática da família, nos desculpamos apontando as nossas obrigações e quefazeres.
Entretanto, quando nos sentimos tristes, desejamos ardentemente que alguém nos ouça, que escute a cantilena das nossas mágoas.
Pensemos nisso. Mas pensemos agora, enquanto ainda nos encontramos a caminho com nossos irmãos, na estrada terrena.
Redação do Momento Espírita, com base no texto O que aprendi com os vizinhos, de Seleções Reader´s Digest, de abril de 1999.

9 de jun. de 2013

Razão e sensibilidade

Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: "se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais".
E ela diz: "entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais teríamos estragado a noite".
Certamente uma sábia decisão.
Muitas vezes nós perdemos oportunidades de viver momentos felizes só porque queremos provar que estamos com a razão. Ou, pelo menos, pensamos que estamos.
De maneira alguma defendemos a omissão ou o não uso da razão, mas tão somente o uso da razão com sensibilidade.
Quantas amizades já destruímos por causa de uma obstinação em defender um ponto de vista?
Quanta energia já gastamos na defesa de uma idéia, desejando que os outros a aceitem a qualquer custo?
Quanto tempo perdido na elaboração de argumentos para convencer alguém de que temos razão em algum ponto?
Será que vale a pena essa maneira de ser?
Será que vale a pena perder a paz na tentativa de provar que estamos certos?
Não seria mais sábio de nossa parte optar pela harmonia, em vez de brigar por causa de pequenas questões irrelevantes?
É evidente que há momentos em que devemos defender nossa posição, e seria bom que o fizéssemos sem nos perturbar, sem perder o juízo.
Mas o que geralmente acontece é que levamos as discussões, que deveriam ficar no campo das idéias, para o campo pessoal. E nos irritamos.
É importante considerar que para divergir não precisa dissentir.
Podemos discordar de alguém e ainda assim preservar a amizade e o respeito por esse alguém.
Pense nisso quando se apresentar uma situação em que você tenha que fazer essa opção e se questione, antes de agir:
"Será que vale a pena perder a calma para defender esse ponto de vista?"
"Será que o momento certo para expor minha opinião é agora?"
"Será este o momento de impor minhas razões?"
Talvez se prestássemos mais atenção em nossas palavras e nos porquês de nossas discussões freqüentes, perceberíamos que na maioria das vezes poderíamos optar por ser feliz e ter paz, em vez de ter razão.
Considere que as energias gastas em discussões infrutíferas podem lhe fazer falta na manutenção da saúde física e mental, e busque usá-las de maneira útil e inteligente.
Afinal, todos os seus esforços devem ser usados em prol da harmonia comum, para que haja paz ao seu redor.
Pense nisso!
E lembre-se, sempre, antes de qualquer desgaste, de questionar: "quero ter razão, ou ser feliz"?
Pense nisso!
A sua paz íntima é um patrimônio que ninguém pode lhe roubar, a menos que você permita.
Jesus, o Mestre por excelência, tinha razão sempre, mas jamais tentou impô-a a quem quer que seja.
Em Sa forma de viver, deixou exemplos nobres.
Tantas vezes se calou diante de situações e pessoas, por notar que seria inútil qualquer palavra.
Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita, com utilização de parte do artigo de Caco de Paula, publicado na revista "Vida Simples", da Editora Abril, edição de 17 de junho de 2004, página 79.
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Justiça e Amor
CAMILO/RAUL TEIXEIRA
Em homenagem ao livro de Allan Kardec O Céu e o Inferno, o autor trata da Justiça Divina em suas mais variadas expressões. Um panorama inovador quanto ao progresso das leis humanas, formas não convencionadas de violência e outras considerações relativas à justiça dos homens, conjugadas com a inabalável Lei de Causa e Efeito e sua ingerência na Humanidade.

8 de jun. de 2013

Chama-se saudade...

O calendário anunciava um dia como tantos outros.
Não havia nenhuma marcação especial.
Não era feriado, nem se tratava de uma data utilizada para qualquer comemoração específica.
Seria um dia comum para quase todos. Mas não para todos.
Em alguns corações aquele dia era diferente.
Se ela ainda vivesse entre nós seria o dia do seu aniversário.
Quantos anos?
Isso pouco importava.
Na realidade, o dia do seu aniversário fazia com que a lembrança dela se tornasse ainda mais viva e mais forte.
Trazia à tona recordações de outros anos, em que tanta festa se fazia para homenageá-la.
Sem muito esforço era possível que nos recordássemos de surpresas, de sorrisos e de abraços afetuosos.
Tantas lembranças alegres!
Quanto carinho expressado e, ao mesmo tempo, quantas oportunidades perdidas de enaltecer o afeto que ainda sentimos.
Por isso, hoje a sua falta parecia mais intensa, como se fosse uma brasa reavivada por uma brisa súbita.
Agora que os anos se sucediam, após sua partida, nós quase nos atrevíamos a crer que não mais choraríamos de saudade.
Pensávamos que a falta dela já era algo incorporado às nossas vidas, apenas como uma cicatriz em nossa memória.
Mas era um engano.
A ausência dela haveria e há de ser para sempre uma presença muito forte nos nossos dias.
Isso, esse vazio, essa dor que por vezes nos invade e nos tortura, chama-se saudade.
E se lágrimas se atrevem a molhar nossos rostos agora, é porque os amores que partem continuam sempre presentes.
É porque jamais esqueceremos daqueles que verdadeiramente amamos.
Nada, nem o tempo, nem mesmo a morte, é capaz de modificar tal verdade.
* * *
Quando seres queridos abandonam este plano da vida sentimos como se uma parte de nós próprios nos fosse arrancada.
A sensação de dor é inevitável e natural em uma circunstância como essa.
Afinal, por mais preparados que estejamos, em relação à morte, por mais que saibamos das verdades a respeito da sobrevivência dos Espíritos, a separação é sempre dolorosa.
Sabemos que, por um período inestimável, estaremos distantes fisicamente daqueles que se foram.
Sabemos que nossas vidas terão outras companhias, outras rotinas, distintas das que tínhamos até então.
Sabemos que teremos que prosseguir mesmo assim, apesar da saudade que, por vezes, nos maltratará.
É normal que soframos e que as lágrimas se façam nossas companheiras por um período maior ou menor.
O que não podemos fazer, no entanto, é nos entregar ao desespero ou à revolta.
Quando nada pudermos fazer para alterar uma realidade que nos infelicita, devemos encará-la com coragem e com o desejo sincero de merecer algo melhor.
Se nossos amores partiram, precedendo-nos no outro plano da vida, cabe-nos orar por eles e aguardar de modo confiante pelo reencontro futuro.
* * *
Se por um lado a saudade dilacera-nos a alma, fazendo-nos verter lágrimas sentidas, por outro aspecto representa uma prova inequívoca de que os que se foram continuam sendo importantes para nós.
Assim, abençoada seja a saudade que aproxima de nossos corações, pela lembrança constante, aqueles que amaremos para sempre, apesar do tempo e do espaço.
Redação do Momento Espírita, baseado em texto anônimo recebido pela Internet.
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1. A inigualável palavra de Jesus 2. Amor insuperável 3. Celeste aniversário 4. Jesus 5. Jesus e nós 6. Jesus e os dias de hoje 7. Luz inigualável 8. O cristo de Deus 9. O ilustre personagem 10. Perfume de Jesus 11. Previdência de Jesus 12. Quem era esse homem? 13. Rei diferente 14. Senhor e mestre 15. Vencedor da morte TEMPO TOTAL: 1h 8min

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