30 de dez. de 2012

A ÚNICA DÁDIVA


Conta-se que Simão Pedro estava cansado, depois de vinte dias junto do povo.
Banhara feridentos, alimentara mulheres e crianças esquálidas, e, em vez de receber a
aprovação do povo, recolhia insultos velados, aqui e ali...
Após três semanas consecutivas de luta, fatigara-se e preferira isolar-se entre alcaparreiras
amigas.

24 de dez. de 2012

ALGO MAIS NO NATAL



Emmanuel

Senhor Jesus,
Diante do natal, que te lembra à glória na manjedoura,
nós te agradecemos: A música da oração, O regozijo da
fé, A mensagem de amor, A alegria do lar, O apelo à
fraternidade, O júbilo da esperança, A bênção do
trabalho, A confiança no bem, O tesouro de tua paz,
A palavra da Boa Nova e, A confiança no futuro!
Entretanto, ó Divino Mestre!
De corações voltados par ao teu coração, nós te
suplicamos algo mais...
Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade para
que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos.

Assim Seja
***

15 de dez. de 2012

À PRECE DE CERINTO


Cerinto

Senhor de Infinita Bondade.
No santuário da oração, marco renovador do meu
caminho, não Te peço por mim, Espírito endividado,
para quem reservaste os tribunais de Tua Excelsa
Justiça.
A Tua compaixão é como se fora o orvalho da esperança
em minha noite moral, e isto basta, ao revel pecador que
tenho sido.
Não Te peço, Senhor, pelos que choram.
Clamo por Teu amor e benefício dos que fazem as
lágrimas.
Não Te venho pedir pelos que padecem.
Suplico-Te a bênção para todos aqueles que provocam
sofrimento.
Não Te lembro os fracos da Terra.
Recordo-Te quantos se julgam poderosos e vencedores.
Não intercedo pelos que soluçam de fome.
Rogo-Te amor para os que lhes furtam o pão.
Senhor Todo-Bondoso!...
Não Te trago os que sangram de angústia.
Relaciono diante de Ti os que golpeiam e ferem.
Não Te peço pelos que sofrem injustiças
Rogo-Te pelos empreiteiros do crime.
Não Te apresento os desprotegidos da sorte.
Sugiro Teu amparo aos que estendem a aflição e a
miséria.
Não Te imploro mercê para as almas traídas.
Exorto-Te o socorro para os que tecem os fios
envenenados da ingratidão.
Pai compassivo!...
Estende as mãos sobre os que vagueiam nas trevas...
Anula o pensamento insensato.
Cerra os lábios que induzem à tentação.
Paralisa os braços que apedrejam.
Detém os passos daqueles que distribuem a morte...
Ajuda-nos a todos nós, filhos do erro, porque somente
assim, ó Deus piedoso e justo, poderemos edificar o
paraíso do bem com todos aqueles que já Te
compreendem e obedecem, extinguindo o inferno
daqueles que, como nós, se atiram desprevenidos, aos
insanos torvelinhos do mal!...

14 de dez. de 2012

PAI NOSSO


Emmanuel

"Pai nosso ..." Jesus. (MATEUS, 6:9.)

A grandeza da prece dominical nunca será devidamente
compreendida por nós que lhe recebemos as lições
divinas.
Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime
luz.
De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em

13 de dez. de 2012

O bem é incansável


“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” – Paulo. (2ª Epístola aos Tessalonicenses, 3:13.)
É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.
Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.

12 de dez. de 2012

VERDUGO E VÍTIMA


O rio transbordava.
Aqui e ali, na crista espumosa da corrente pesada, boiavam animais mortos ou deslizavam
toras e ramarias.
Vazantes em torno davam expansão ao crescente lençol de massa barrenta.
Famílias inteiras abandonavam casebres, sob a chuva, carregando aves espantadiças,
quando não estivessem puxando algum cavalo magro.
Quirino, o jovem barqueiro, que vinte e seis anos de sol no sertão haviam enrijado de todo,
ruminava plano sinistro.
Não longe, em casinhola fortificada, vivia Licurgo, conhecido usuário das redondezas.
Todos o sabiam proprietário de pequena fortuna a que montava guarda vigilante.

8 de dez. de 2012

APUROS DE UM MORTO



Quando Apolinário Rezende acordou, além da morte, viu-se terrivelmente sacudido por estranha
emoção.
Ouvia a esposa, Dona Francina, a chamá-lo em gritos estertorosos.
E qual se fosse transportado a casa por guindaste magnético, reconheceu-se, de chofre, diante
dela, que se descabelava chorosa.
- “Ingrato! Ingrato!” – era o que a viúva dizia em pensamento, embora apenas tartamudeasse
interjeições lamentosas com a boca.

7 de dez. de 2012

PETIÇÕES DE NATAL



Maria Dolores

Senhor!...
Quando criança, Só surgia o Natal,
Eu te enfeitava o nome em flores de papel,
E te rogava em oração, Tomada de esperança,
Que me mandasses por Papai Noel,
Uma boneca diferente, Que caminhasse à minha frente,
Ou falasse em minha mão...

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