14 de dez. de 2012

PAI NOSSO


Emmanuel

"Pai nosso ..." Jesus. (MATEUS, 6:9.)

A grandeza da prece dominical nunca será devidamente
compreendida por nós que lhe recebemos as lições
divinas.
Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime
luz.
De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em

Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve
constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de
nossas tarefas.
É necessário começar e continuar em Deus, associando
nossos impulsos ao plano divino, a fim de que o nosso
trabalho não se parca no movimento ruinoso ou inútil.
O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais
humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e
fazer.
Em seguida, com um simples pronome possessivo, o
Mestre exalta a comunidade.
Depois de Deus, a Humanidade será o tema
fundamental de nossas vidas.
Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males
e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos
segregados no egoísmo primitivista.
Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem
a Terra pertencem-nos, de algum modo.
Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.
A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.
O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é
igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos
de uma sociedade menos perfeita, gerando causas
perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros
afetam-nos por dentro.
Quando entendemos semelhante realidade, o "império do
eu" passa a incorporar-se por célula bendita à vida
santificante.
Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos
suficientemente seguros na oração.
Pai nosso . . . - disse Jesus para começar.
Pai do Universo . . . Nosso mundo . . .
Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina
tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será,
muitas vezes, simples repetição do "eu quero",
invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre
vazio de sensatez e de amor.

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