28 de nov. de 2012

ESFORÇO E ORAÇÃO


“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar,
à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.”
(MATEUS,14:23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que
preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os
serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte
dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas
características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distancia das criaturas, com o
fim de permanecer em contemplação absoluta dos

quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas
também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário,
estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte,
comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de
alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas,
pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o
homem recebe de Deus o auxílio indispensável à
santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade
espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem
descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do
coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa,
estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e
ociosidade.
A oração ilumina o trabalho e a ação é como um livro de
luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no
mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado
em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares, “à
parte”, recordando o Senhor.


À Luz Da Oração
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

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