Como devemos agir para não “pecarmos”
por omissão ou intromissão, não sendo
nem comodista e nem inconvenientes a ponto de interferirmos no livre-arbítrio das pessoas?
Emmanuel - Com o livre-arbítrio, o espírito
enfrenta as lutas, provas e experiências
da vida material e espiritual, respondendo com a responsabilidade pelos atos que pratica, no contexto da Lei de
Causa e Efeito. Ora, vemos assim no
livre-arbítrio um bem intocável que não merece interferências, porque
Deus permite que os espíritos tenham
liberdade de pensar e, consequentemente, de agir.
Desta forma, o melhor conselho que se pode dar é
agir em consonância com os ditames do Senhor
e ter presente que todos os espíritos tendem para a perfeição.
As
crenças e costumes variam muito ao redor do mundo. Coisas que para nós são consideradas negativas (como é o caso
de traição conjugal), para indígenas e
esquimós são vistas com outros olhos. O mal está na intenção ou na ação?
Emmanuel - As crenças e costumes variam no tempo
e no espaço de acordo com o grau
evolutivo da sociedade a que pertencem. Houve uma época em que a
escravidão era considerada normal, assim
como, atualmente, há países desenvolvidos
economicamente que consideram legítimo o aborto e pena de morte.
De uma maneira geral, as nossas imperfeições
independem do nosso grau de evolução
intelectual. Contudo, o conhecimento pode nos auxiliar a diferenciar o
que é moralmente correto, do quer não é.
Neste caso, como em todos os outros, o mal
está em não se repelir uma intenção que se sabe que é moralmente
incorreta.
O espírito verdadeiramente evoluído, nem sequer
cogita do mal. Chegaremos a este nível,
afastando as más intenções que surjam no nosso espírito, para que, além de não se tornaram nunca ações concretas, este
gênero de pensamentos enfraqueça até
desaparecer por completo. Convém lembrar que este exercício é individual
e que não se deva nunca impor normas de
conduta a outras pessoas ou povos, pois a cada
nível evolutivo corresponde um padrão de conduta adequado. O
verdadeiro ensinamento é o exemplo.
(Do
livro “Plantão De Respostas “ – Francisco Cândido Xavier, Pinga Fogo)
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