27 de mai. de 2013

Qual é a conduta afetiva entre as almas enobrecidas?

Qual é a conduta afetiva entre as almas enobrecidas?

André Luiz - Quanto mais elevado o grau de aprimoramento da alma, mais reclamará  espontaneamente de si própria a necessária disciplina das energias do mundo  afetivo, somente despendendo-as no circuito de forças em que se completa com a  alma a que se encontra consorciada, ou, então, em serviço nobre, através do qual  opera a evasão das cargas magnéticas de seus impulsos genésicos, transferindo-as  para o trabalho em que se lhe projetam a sensibilidade e a inteligência.

Isso acontece no plano físico, entre aqueles cujo sistema psíquico já se  distanciou suficientemente das emoções vulgares, ajustando-se em complementação  fluídica ideal as almas irmãs que se matrimoniam.

Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da morte, o  homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam, quase sempre, à  companheira ou ao companheiro levados à viuvez, em construtivas simbioses de  ação, seja no amparo aos filhos, ainda necessitados de assistência, ou na  extensão de obras edificantes, porquanto os espíritos que verdadeiramente se amam  desconhecem o que seja abandono ou esquecimento.


Atentos ao mesmo princípio de aprimoramento, aqueles que ajustam em matrimônio  superior, no Plano Espiritual, permutam as próprias forças, em constante circuito  energético, pela qual atendem a vastíssimas obras de benemerência, na criação  mental de valores necessários ao progresso comum, dentro da euforia permanente  que o amor sublime lhes confere. E, em lhes faltando a companhia, por intermédio  da qual se integram nos mais altos ideais de burilamento e beleza, mobilizam as  próprias cargas magnéticas criadoras em serviço à coletividade, com o que se  elevam mais intensamente na escala da sublimação moral, ou, então - o que é mais  freqüente - buscam olvidar as próprias possibilidades de maior ascensão,  solicitando posições apagadas e humildes ao pé daqueles a quem se devotam, a fim  de ajudá-los na execução das tarefas que lhe foram assinaladas ou no pagamento  das dívidas com que ainda se oneram perante a Lei.

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Evolução em Dois Mundos", Parte II, André Luiz/Chico Xavier/Waldo  Vieira, FEB)

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