Qual é a conduta afetiva entre as almas
enobrecidas?
André Luiz - Quanto mais elevado o grau de
aprimoramento da alma, mais reclamará
espontaneamente de si própria a necessária disciplina das energias do
mundo afetivo, somente despendendo-as no
circuito de forças em que se completa com a
alma a que se encontra consorciada, ou, então, em serviço nobre, através
do qual opera a evasão das cargas
magnéticas de seus impulsos genésicos, transferindo-as para o trabalho em que se lhe projetam a
sensibilidade e a inteligência.
Isso acontece no plano físico, entre aqueles cujo
sistema psíquico já se distanciou
suficientemente das emoções vulgares, ajustando-se em complementação fluídica ideal as almas irmãs que se
matrimoniam.
Interrompida a aliança física na esfera carnal,
por interferência da morte, o homem ou a
mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam, quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à
viuvez, em construtivas simbioses de
ação, seja no amparo aos filhos, ainda necessitados de assistência, ou
na extensão de obras edificantes,
porquanto os espíritos que verdadeiramente se amam desconhecem o que seja abandono ou
esquecimento.
Atentos ao mesmo princípio de aprimoramento,
aqueles que ajustam em matrimônio
superior, no Plano Espiritual, permutam as próprias forças, em constante
circuito energético, pela qual atendem a
vastíssimas obras de benemerência, na criação
mental de valores necessários ao progresso comum, dentro da euforia
permanente que o amor sublime lhes
confere. E, em lhes faltando a companhia, por intermédio da qual se integram nos mais altos ideais de
burilamento e beleza, mobilizam as
próprias cargas magnéticas criadoras em serviço à coletividade, com o
que se elevam mais intensamente na
escala da sublimação moral, ou, então - o que é mais freqüente - buscam olvidar as próprias
possibilidades de maior ascensão,
solicitando posições apagadas e humildes ao pé daqueles a quem se
devotam, a fim de ajudá-los na execução
das tarefas que lhe foram assinaladas ou no pagamento das dívidas com que ainda se oneram perante a
Lei.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Evolução em Dois Mundos",
Parte II, André Luiz/Chico Xavier/Waldo
Vieira, FEB)
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